quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mentira da Verdade

Faz mais ou menos uma semana que começou um certo burburinho no meu serviço, tudo isso poque comecei a conversar mais com uma amiga que pouco sabia o quão leal poderia ser. A inveja de alguns tornou nossa amizade um tipo de monstruosidade que ainda não entendi bem a real razão.
Pois bem, o burburinho que começou a surgir era quê estavamos "ficando". Isso não seria nada ruim, mesmo porque somos solteiros, pagamos nossas contas, e nao devemos satisfação de nossa vida pra ninguém; o pequeno detalhe - e muito importante - é que eu sou gay e ninguém do serviço sabe, então o boato começou a crescer e teve aqueles que não acreditaram muito e decidiram perguntar a ela, pra minha surpresa ela disse que estavamos ficando. Foi o suficiente. Muitas das minhas "amigas" não falaram comigo durante um tempo e disse que foi eu que não estava falando com ela (rsrsrs), outras falaram mau dela e eu defendi, a pessoa não gostou muito, mas vai ficar por assim mesmo, agora teve uma que fala comigo e com ela que se faz de amiga e malha os dois na caruda. Essa foi a pior!
Mantivemos a mentirinha e estamos nos divertindo muito. Ouço de tudo: coisas boas e ruins, filtro tudo para não ser envenenado com qualquer coisa.
É terrivel ver como as pessoas por aqui ficam incomodadas com a felicidade aleia. Se cada um tomasse conta de seu próprio nariz metade dos relacionamentos iria bem e não teria a necessidade de pulare a cerca a cada amanhecer. Se cada um tomasse conta de si e resolvesse seus problemas haveria mais pessoas felizes no mundo.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pequenos delitos

Estou farto de estar sempre crescendo ao redor de cercas. Estou aqui pra ser livre, desapegado de toda e qualquer matilha que tente se opor as minhas necessidades. As vezes tenho medo do que desconheço e nem por isso procuro abrigo em seus braços, num consolo que dure apenas os segundos e os minutos que esteja com você. Não me diga que esta acostumado a tudo isso, pois é mentira. Todo homem precisa encontra seu eu, sua identidade perante a sociedade, isso pode não fazer sentido agora mas, em algum momento, você entenderá o quanto faria diferença os pequenos atos que deixou escapar pelos dedos por medo do que um ou outro fosse pensar de você.
Estou disposto a consumir tudo a minha volta e vomitar na cara dos outros tudo o que não convém explicar, pois sei o que errei e sei que sou tão errado quanto qualquer um que me julgou, no entanto, tenha certeza de duas coisas: nunca fui um homem menos importante que você; você nunca foi mais homem do que eu.
Não importa o que pense dos meus pequenos delitos, os quais aprecio a cada dia, importe-se apenas com os seus que, talvez — só talvez — seja piores do que os meus.
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