segunda-feira, 19 de março de 2012

Por quanto tempo deve durar?

Poucas pessoas conhecem realmente o seus limites. Muitas das vezes pensamos que alguns homens e mulheres são os ditos hérois em quadrinhos dispostos a suportar toda e qualquer tipo de dor, mas isso não é necessariamente verdade, todos possuimos os nossos pontos fracos ninguém e perfeita mente invencivel ou é capaz de aceitar toda e qualquer tipo de agreção sem que ela tenha um efeito moral e até irracional sobre quem é afetado.
Hoje em dia estamos na moda “bulling”. Toda e qualquer forma de comunicação gera debates e expõe as situações agregadas a um individuo de forma a concientizar a sociedade que isso seja errado. Concordo que seja uma agreção erroneo de muitos idiotas (desculpe a expressão) que sofreram do mesmo, mas que tiveram a ideia gênial de rebater essa agreção agredindo um colega de sala, um amigo ou familiar. É muito bonitinho dizer: Coitadinho dele. Como pode as possoas terem feito algo tão cruel com esse menino?! Quando as pessoas vão entender que somos seres humanos?
Para quem diz coisas similares ou igual só tenho a dizer que não se tendo pena que vai mudar alguma coisa, nem digo que eu vou mudar algo – mesmo porque sou apenas um em bilhões – mas a diferença vem do seu comportamente perante a quem está ao seu redor convivendo do mesmo mau que o rapaz da reportagem que você leu ou viu. Em muitos casos as pessoas lamentam-se pelo o que vê e nem percebem que fazem o mesmo. Isso é bem comum. O minimo que fizer para que a vida desse jovem seja diferente fará com que uma vida seja salva.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mentira da Verdade

Faz mais ou menos uma semana que começou um certo burburinho no meu serviço, tudo isso poque comecei a conversar mais com uma amiga que pouco sabia o quão leal poderia ser. A inveja de alguns tornou nossa amizade um tipo de monstruosidade que ainda não entendi bem a real razão.
Pois bem, o burburinho que começou a surgir era quê estavamos "ficando". Isso não seria nada ruim, mesmo porque somos solteiros, pagamos nossas contas, e nao devemos satisfação de nossa vida pra ninguém; o pequeno detalhe - e muito importante - é que eu sou gay e ninguém do serviço sabe, então o boato começou a crescer e teve aqueles que não acreditaram muito e decidiram perguntar a ela, pra minha surpresa ela disse que estavamos ficando. Foi o suficiente. Muitas das minhas "amigas" não falaram comigo durante um tempo e disse que foi eu que não estava falando com ela (rsrsrs), outras falaram mau dela e eu defendi, a pessoa não gostou muito, mas vai ficar por assim mesmo, agora teve uma que fala comigo e com ela que se faz de amiga e malha os dois na caruda. Essa foi a pior!
Mantivemos a mentirinha e estamos nos divertindo muito. Ouço de tudo: coisas boas e ruins, filtro tudo para não ser envenenado com qualquer coisa.
É terrivel ver como as pessoas por aqui ficam incomodadas com a felicidade aleia. Se cada um tomasse conta de seu próprio nariz metade dos relacionamentos iria bem e não teria a necessidade de pulare a cerca a cada amanhecer. Se cada um tomasse conta de si e resolvesse seus problemas haveria mais pessoas felizes no mundo.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pequenos delitos

Estou farto de estar sempre crescendo ao redor de cercas. Estou aqui pra ser livre, desapegado de toda e qualquer matilha que tente se opor as minhas necessidades. As vezes tenho medo do que desconheço e nem por isso procuro abrigo em seus braços, num consolo que dure apenas os segundos e os minutos que esteja com você. Não me diga que esta acostumado a tudo isso, pois é mentira. Todo homem precisa encontra seu eu, sua identidade perante a sociedade, isso pode não fazer sentido agora mas, em algum momento, você entenderá o quanto faria diferença os pequenos atos que deixou escapar pelos dedos por medo do que um ou outro fosse pensar de você.
Estou disposto a consumir tudo a minha volta e vomitar na cara dos outros tudo o que não convém explicar, pois sei o que errei e sei que sou tão errado quanto qualquer um que me julgou, no entanto, tenha certeza de duas coisas: nunca fui um homem menos importante que você; você nunca foi mais homem do que eu.
Não importa o que pense dos meus pequenos delitos, os quais aprecio a cada dia, importe-se apenas com os seus que, talvez — só talvez — seja piores do que os meus.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia dos Amigos

Durante muito tempo essa data tornou-se algo especial em minha vida. Todos os anos, no dia 20 de julho, nos reuniamos para comemorar o nosso dia - o dia dos amigos -, verdade que nos conhemos no final de dezembro, mas essa data era a única época do ano que tinhamos certeza que iriamos estar juntos para rimos de acontecimentos passados e discussão leiga sobre o futuro. Na época imaginamos estarmos em tantos lugares que não imaginaríamos que o presente seria tão inesperado. Cada um tomou o seu caminho, é verdade, mas nem todos deixaram de se comunicar. Com toda a facilidade de mídia seria difícil não conseguirmos nos corresponder através de e-mails, telefonemas...verdade que passei um bom tempo enviando cartas destinadas a cada um como forma de meu afeto por cada um. Alguns podem até achar exagero ou ultrapassado, mas somos assim, ultrapassados e insensuráveis. Somos um, apesar de toda distância.
Tem sido difícil os últimos anos sem os conselhos apropriados e o colo caloroso de cada um, todos a seu modo. Às vezes me pego as cartas que me deram antes de partir. Às vezes me pego com uma lembrança e outra imaginando qual seria o conselho que me dariam ou o que estariam fazendo naquele momento. É algo que nunca senti por mais ninguém, algo tão bom que tenho medo de perder.
Sei que algum dia nossas vidas partiram para extremos ainda mais desafiadores do que enfrentamos na atualidade, mas tenho certeza que sempre tera um dia e outro que receberei uma mensagem de bom dia ou um e-mail me convidando para algo. Sei que estamos em contato mesmo sem estarmos próximos, que toda reunião haverá o meu nome e eu direi o nome deles em toda conversa que eu tiver. Tenho muito orgulho de dizer que possuo amigos como eles, que estão na minha vida há 10 anos. Pessoas que fizeram desses anos recordações eternas de juventude, amor, gratidão e companheirismo.
Queria estar com eles neste momento dizendo: feliz dia dos amigos; no entanto, me contento com os telefonemas e as mensagens.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dias frios...

O inverno nos trás algumas situações que são difíceis de deixar de se ater, às vezes parece fácil deixar que o tempo siga seu rumo, mas quando ele se torna seu inimigo não há nada que possa ser feito - ou pode?
Nunca tive certa ânsia por me fixar a alguém. Esse sonho sempre me pareceu distante, afinal não sou muito de me ater a ninguém, sou como um pássaro que voa para longe sem se apegar ao lugar onde esta. Nos últimos tempos tenho migrado pro norte sempre que a saudade aperta. E hoje migrei mais uma vez para ouvir palavras boas - sinceras de uma amiga muito especial - e tudo o que ela me disse tem sentindo. Não adianta eu ficar preso a uma responsabilidade que já não é minha, chegou a hora de abrir minhas asas e voar - sem medo - pois o tempo esta passando e em algum momento tudo não passará de lembranças boas e ruins, e o meu propósito é ter ainda mais lembranças boas, quero um dia dizer que tudo começou num inverno.
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sábado, 2 de julho de 2011

Antes da maré

Depois de alguns dias cheio finalmente pude me divertir um pouco na calorosa fogueira de São João. Por aqui tornou-se uma grande festa onde pessoas de todo os lugares vem para ver a queima de uma fogueira de 30 e poucos metros. É uma grande festa! A única época do ano que me sinto em casa com tantas pessoas desconhecidas e o apetite de conhecer novos ares.
Vi muitas pessoas novas mas nada que atraísse minha atenção. A não ser por um rapaz, muito bonito, que passei quase metade do baile tentando descobrir se ele era hetero ou gay! Foi algo bem dificil de se descobrier já que por aqui as pessoas tem certo preconceito, não só com a sensualidade mas com o todo. Assim muito caras acabam se inibindo, deixando de viver o lado coca-cola da vida!
Mas esses dias só me trouxeram uma questão que há tempos vem me encomodado: namoro.
Não sou o tipo de pessoa que se agarra a um relacionamento, tão pouco sou daqueles euforicos doidos para ter alguém a qualquer custo. Sou na minha. Espero que os ventos tragam algo, e isso, até então, tem dado certo com as ficadas. Claro que pra um namoro eu não teria tanta sorte quanto as ficadas e quem sabe eu tivesse essa sorte?
O que eu quero dizer é que estou disposto a encara a normalidade de um relacionamento. Ter alguém com quem conversar do dia que tive e repartir os louros das descobertas; alguém que soubesse me entender quando estivesse feliz, triste, magoado, sofrendo, perdido, alienado, machucado, desamparado; alguém que me conforte a noite e diga palavras boas; alguém, só quero ter alguém.
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Uma lembrança

Ontem peguei algumas agendas que estavam perdidas na minha bagunça desorganizada, acabei encontrando algumas relíquias. Havia cartas, envelopes vazios, ingressos, e mais algumas coisas. O que mais me chamou a atenção foram alguns dias escritos. Reparei o quanto amadureci desde aquela época distante (falo de cinco a seis anos atrás) e como nossa vida deu um salto. Antes éramos apenas amigos que dividiam muito de seu tempo em conversas banais e filmes, blá blá blá, agora – tão distantes – dependemos de meios de comunicação para diminuir essa distancia e falta de conversa. As conversas banais já se foram, agora a conversa é outra: família, dinheiro, economia, sustentabilidade, ritmo de vida, viver. Vivíamos por um motivo. Todos encontraram o seu motivo e eu ainda tento encontrar o meu que este perdido em alguma de minhas lembranças. Quero achar, mas não sei como.